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Caras e caros Dirigentes Associativos,
Estimados voluntários e representantes do Movimento Associativo Popular, No âmbito das comemorações do Dia Nacional das Coletividades, prestamos homenagem a todas e todos aqueles que, de forma voluntária, empenhada e generosa, dedicam o seu tempo e capacidade ao serviço das associações, clubes e coletividades populares. Celebrar este dia é reconhecer o papel insubstituível do Movimento Associativo Popular na vida das comunidades e na construção de uma sociedade mais participativa, solidária e democrática. As coletividades são muito mais do que espaços de convívio. São verdadeiras Escolas da Instrução, da Cultura, do Desporto e do Recreio. São lugares onde se aprende cidadania, responsabilidade, cooperação e respeito pelo outro. São espaços de encontro entre gerações, de preservação das tradições e de promoção da criatividade, do conhecimento e da inclusão social. Ao longo da história, o Movimento Associativo Popular afirmou-se também como um dos pilares da democracia e da resistência durante o Estado Novo Fascista. Em muitos momentos difíceis da nossa história coletiva, foram as associações populares que mantiveram viva a cultura, a liberdade de pensamento, o espírito crítico e os valores da solidariedade e da participação cívica. As coletividades representam, igualmente, uma parte essencial da nossa Memória Coletiva. Guardam histórias, identidades, tradições e experiências que atravessam gerações e ajudam a preservar a riqueza cultural e humana das nossas terras e das nossas gentes. Aos dirigentes associativos voluntários e eleitos é devido um reconhecimento muito especial. O trabalho que desenvolvem, quase sempre de forma abnegada e sem qualquer benefício pessoal, é exemplo de dedicação à causa pública e ao bem comum. Importa, porém, reconhecer que o associativismo enfrenta hoje desafios exigentes. Persistem dificuldades financeiras, burocráticas e legais, incluindo legislação aprovada que continua por regulamentar, limitando muitas vezes a plena concretização de direitos, apoios e medidas fundamentais para o funcionamento das coletividades. Importa igualmente denunciar o persistente incumprimento, por parte do Poder Central, de princípios e responsabilidades consagrados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente no que respeita à promoção da cultura, do desporto, da participação popular e ao apoio efetivo ao Movimento Associativo Popular. A valorização do associativismo não pode continuar apenas no plano do discurso; exige compromisso político, medidas concretas e respeito pelo papel insubstituível que as coletividades desempenham na coesão social e no desenvolvimento das comunidades. Por isso, é essencial continuar a defender políticas públicas de valorização do Movimento Associativo Popular, garantindo estabilidade, reconhecimento institucional e instrumentos adequados para o seu desenvolvimento. Mas é igualmente necessário olhar o futuro com confiança e ambição. Precisamos de dotar as associações de ferramentas para uma gestão equilibrada, moderna e inovadora, capaz de responder às novas exigências sociais, tecnológicas e organizativas, sem nunca perder os valores da proximidade humana e da participação democrática. Dirigimos também uma palavra muito especial aos mais jovens. O futuro do associativismo depende da sua participação, da sua criatividade e da sua capacidade de renovar ideias e projetos. O Movimento Associativo Popular precisa de novas gerações que assumam responsabilidades, tragam novas competências e continuem a construir comunidades mais fortes, mais cultas, mais inclusivas e mais solidárias. A todas as coletividades, associações e dirigentes associativos deixamos, neste Dia Nacional das Coletividades, uma palavra sincera de gratidão, respeito e esperança. Bem-hajam pelo vosso exemplo, pela vossa dedicação e pelo inestimável contributo que dão diariamente ao desenvolvimento das nossas comunidades e à defesa dos valores da democracia, da cultura, da solidariedade e da cidadania. Associação das Coletividades do Concelho do Barreiro - ACCB |