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Alexandre Teixeira - SDUB - Os Franceses
Senhor Presidente da Assembleia Geral, Demais membros dos Corpos Gerentes da SIRB Os Penicheiros, Caros associados, dirigentes, amigos e convidados,
Em nome da Direção da Sociedade Democrática União Barreirense “Os Franceses”, quero começar por felicitar a SIRB Os Penicheiros pelos seus extraordinários 156 anos de vida. São 156 anos que não representam apenas a longevidade de uma instituição. Representam gerações de barreirenses, milhares de horas de voluntariado, cultura, recreio, aprendizagem, solidariedade, participação cívica e, acima de tudo, construção de comunidade. O Barreiro que hoje conhecemos seria certamente diferente — e seguramente mais pobre — sem o contributo das suas coletividades. Os Penicheiros fazem parte dessa história. Tal como outras instituições centenárias do nosso concelho, são lugares onde se guardam memórias, mas onde também se continua a construir futuro. E é precisamente quando falamos desse futuro que importa deixar uma reflexão. Durante demasiado tempo habituámo-nos a falar em “apoios” ao movimento associativo. Talvez esteja na altura de mudarmos as palavras — e, sobretudo, de mudarmos a forma de pensar. Não precisamos apenas de apoiar o associativismo. Precisamos de investir no associativismo. E a escolha da palavra investimento não é inocente. Porque investir numa coletividade é investir na cultura. É investir na inclusão. É investir no envelhecimento ativo, nos jovens, no desporto, na formação, na coesão social e no combate ao isolamento. É investir em espaços onde as pessoas ainda se encontram, convivem, criam relações e aprendem a participar na vida da sua comunidade. E poucos investimentos públicos terão um retorno social tão elevado. Esse investimento tem também de chegar ao património das coletividades. Muitos dos nossos edifícios têm décadas ou mais de um século de história e necessitam de intervenções que dificilmente podem continuar a ser suportadas apenas pelas quotizações, pelas receitas próprias e pela enorme boa vontade dos dirigentes. Precisamos de programas nacionais e municipais mais ambiciosos para a reabilitação do edificado associativo, eficiência energética, acessibilidades, segurança, modernização de equipamentos, valorização de salas de espetáculo e espaços culturais e preservação do património histórico das coletividades. Não como uma despesa. Mas como um investimento num património que é de cada associação, mas que, na verdade, pertence à memória coletiva das nossas cidades. O poder central e o poder local devem compreender que cada euro investido nestas instituições regressa muitas vezes à comunidade através do trabalho voluntário, da programação cultural, da solidariedade e da capacidade extraordinária que o movimento associativo tem de fazer muito com poucos recursos. Aos Penicheiros desejamos, por isso, não apenas muitos mais anos de vida, mas muitos anos de renovação, de participação e de capacidade para continuar a envolver novas gerações. Porque uma coletividade com 156 anos não é apenas uma instituição antiga. É uma instituição que conseguiu, durante 156 anos, continuar a ser necessária. Parabéns à SIRB Os Penicheiros. Parabéns aos seus dirigentes, associados e amigos. E obrigado por tudo aquilo que deram, dão e continuarão certamente a dar ao Barreiro. Viva a SIRB Os Penicheiros. Viva o movimento associativo. Viva o Barreiro. |
Eduardo Pinheiro - Vice-presidente da SIRB - OS Penicheiros
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António Matias - Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto
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